Miles é um adolescente sem amigos que gosta de colecionar as últimas palavras que pessoas célebres falaram antes de morrer. Uma dessas é algo sobre " Saio em busca do Grande Talvez" (Rabelais). Um empurrão para que ele saia do comodismo da casa dos pais e vá para um colégio interno.
Ele consegue se enturmar com Coronel, Alasca, Takumi e Lara. Alasca é uma menina louca por sexo, livros, bebida e cigarros, não nessa ordem, uma menina que arma os trotes mais famosos da escola, mas morre de medo de ter que voltar pra casa.
Miles sente-se feliz, parte de algo, ajuda nos trotes, bebe e fuma escondido, tenta conhecer o mistério que é Alasca, mas eles são terrivelmente separados antes que ele possa ter algumas respostas.
Alasca gosta das últimas palavras " Como sairei desse labirinto?" (Bolivar). Anotar aí para ler O general em seu labirinto, de Gabriel Garcia Márquez. Alasca risca os livros, é das minhas.
A vivência no colégio, Alasca e os amigos fazem Miles ver que vale a pena estar em busca do Grande Talvez, bem mais do que ter certezas sem emoção.





Para a Arábia do Século VII, Maomé Trouxe uma promessa de que todos poderiam Encontrar felicidade e vida eterna no Único Deus Verdadeiro. Buda Nos Trouxe uma Esperança de sermos capazes de transpor o Sofrimento. Jesus nos Disse que OS ULTIMOS Serão OS Primeiros e  ATE OS coletores de Imposto e Os leprosos - os Renegados - Tem Razão Para ter Esperança. ASSIM, uma pergunta Que eu lhes faço Neste Trabalho e um Seguinte: O Que lhes da Esperança "?

Estremeceu diante da revelação de que a corrida arrojada entre seus males e seus sonhos estava chegando ao fim. O resto eram trevas. “Droga”, ele suspirou. “Como sairei deste labirinto?”


John Green



Livro muito útil para quem está começando na carreira. Gostaria de ter lido na época da faculdade, mas é bem diferente dos livros de teoria que nos oferecem.
Conversa com um jovem professor, como o título sugere, é mais como um conversa com um colega mais experiente que está disposto a contar os seus erros e acertos e dar alguns conselhos.
Melhor ainda porque é uma conversa com alguém que certamente ama a profissão.
Quantas vezes não conversamos com colegas que só transmitem a sua descrença com a Educação?
- Os alunos não querem nada, a sociedade não nos valoriza, vamos fazer de qualquer jeito que está bom.
- Os alunos fingem que estudam, a gente finge que ensina, o governo finge que acredita.
Tenho certeza que muitos já ouviram isso, porque, como diz Leandro Karnal, o professor é o único profissional que se orgulho de não ser eficiente, de fazer o trabalho de qualquer jeito. Eu já deixei me levar por essas pessoas, mas hoje sinto que tenho um novo gás, uma vontade de tentar fazer diferente.
Nós podemos e devemos reclamar dos problemas, da falta de disciplina, dos salários baixos, da falta de conforto nas escolas. Mas acredito que devemos tentar fazer o melhor e sermos o melhor possível, ou mudar de profissão.
Lendo Conversa com um jovem professor, percebo que para esse docente experiente houve muitas dificuldades também. Não é como aquela coordenadora, orientadora, diretora, que nunca enfrentou sua sala de aula, mas acha que pode falar o que você deve fazer.
Ele dá conselhos de como agir do primeiro dia de aula ao dia da prova e correções. Enfim, coisas que não vemos na faculdade. Chegar sorrindo? Chegar de cara fechada?
Lembro até hoje de quando eu estudava e chegou um professor novo. No primeiro dia ele gritou muito com a turma e tirou dois alunos da sala. O professor que entrou depois dele falou que isso era insegurança e outras coisas que eu achei impróprias e antiéticas da parte dele se referindo ao colega.
Mas nós estamos em uma profissão assim, não há muita cumplicidade, todos querem ser os melhores. Em um dos primeiros empregos, uma 'colega' entrou em minha sala e, vendo, que eu tinha um problema com uma aluna, ela resolveu se meter para falar que ela tem experiência desde a época dos dinossauros e na sala dela os alunos fazem o que ela quer. Me senti péssima, no momento, porque ela não queria me dar uma dica e sim se mostrar muito eficiente para a minha turma.
Professores quase aposentados e diretores adoram se exibir para sua turma mostrando que sabem mais do que você, até que você prove o contrário e eu garanto que eu provei.
Como esse tipo de experiência, fui percebendo que todos têm razão quando falam que nossa classe é desunida, mas eu nunca pretendo ser assim. Leandro Karnal aconselha o silêncio em salas de professores no lugar de posições fortes que podem gerar falatório e fuxicos e eu concordo. Prefiro o silêncio a dar opiniões pessoais sobre alunos e professores. Um ambiente profissional deve ser tratado como tal.
Eu me senti muito amparada com esse livro. Sabe quando um diretor fala que isso é fácil, a turma o escuta perfeitamente nos 5 minutos que ele entra na sala, que você tem que ser mais dinâmico e você sabe que o único recurso que falta usar é fazer um poli dance no meio da sala? Nos sentimos desamparados com colegas perfeitos, outros que já desistiram e diretores/coordenadores que não lembram o que é ser professor.
É bom ter uma palavra amiga, sinto-me amparada e renovada para atuar em 2017.

Já recomendei o livro aos meus colegas e recomendo a quem está lendo aqui, se é professor ou pretende ser.