O título pode sugerir algo mais filosófico, quando, na verdade, é bem mais autoajuda. O livro por si já é algo tranquilizador, dar uma pausa na rotina para lê -lo já garante algum tempo de paz para os estressados. O caminho para entender os outros e a nós mesmos pode ser muito longo, não entendemos o que nos leva ao estresse, por exemplo, ou não entendemos que atitudes alheias nos incomodam mais. É frustrante estar sempre desejando mais e nunca ter um tempo de qualidade. Essa leitura nos ajuda a refletir sobre isso, sobre a necessidade de dar uma pausa, se integrar com natureza, às vezes nos esquecemos que somos parte da natureza, que precisamos de as puro, árvores e principalmente sossego. Ficar muito tempo sem isso contribuí para um surto de estresse.
O livro ainda passa por teorias conhecidas no ramo da autoajuda como o poder do pensamento positivo.
Um ponto negativo é que se aproximando no final da leitura o posicionamento do autor se mostra um tanto confuso, ora ele fala que é preciso ter menos ambição, o que realmente está de acordo com a ideia de resolver o estresse, ora ele aconselha que se deve ter sonhos ousados e procurar realizá -los. É certo que nem todo sonho envolve bens materiais, mas para ser realista, a maior parte deles envolve e é o desejo de ter coisas e a incapacidade de conseguir isso que mais nos estressa.
O autor faz questão de citar vários pensadores como Platão, Buda, Proust e Oscar Wilde e ainda dá dicas de que autores podem ser lidos para ajudar a refletir sobre determinados problemas e situações.
Como todo livro de autoajuda, às vezes, dá a entender que tudo é muito fácil e se resolve com o poder do pensamento, mas por outro lado pode ser uma leitura construtiva por ajudar a criar o hábito de refletir mais.

Livro: Nietzsche para estressados 
Autor: Allan Percy 
Páginas: 112
 Editora: Sextante
 ISBN: 9788575426432


Tudo que se puder falar sobre esse livro não poderá exprimir a sua grandiosidade. O templo dos meus familiares é um livro onde cabem todas as histórias da humanidade, todas as emoções, todas as angústias acumuladas ao longo de uma vida e de vidas passadas de cada personagem.
São três casais principais com suas histórias se intercalando na narração e no tempo e ainda as histórias de pessoas ligadas a eles. Como um tecido incrivelmente coeso, Alice Walker conseguiu ligar as vidas dessas pessoas.
Carlota é uma latino-americana refugiada que não conhece bem a sua própria mãe, embora sempre tivesse vivido com ela. O improvável acontece e se repete. Carlota conhece um astro do rock, Arveyda, ele se apaixona pelos adornos de pluma que Zedé, a mãe de Carlota, faz, a e filha vende. Ele se apaixona por Carlota, eles têm dois filhos, têm suas próprias crises. Mas Arveyda conhece a Zedé que Carlota não conhece, ele vê a mulher por trás do rosto sofrido. Ele abandona Carlota para ficar com Zedé e o que acontece é que ele torna-se a ponte que vai unir ainda mais essas mulheres. Zedé nunca conseguiu contar a sua triste história para a filha, os horrores da escravidão, a dor, a humilhação, ela própria só conseguiu fugir com ajuda da tribo do pai de Carlota que foi brutalmente torturado e assassinado e depois a ajuda de uma americana branca e excêntrica que sempre foi interessada pelos não-brancos.
Mary Jane, a americana branca que ajudou Zedé, casa-se com um negro na África, um casamento de conveniência para que ela possa continuar com uma escola de arte que mantém lá e ajuda muitas crianças. Mary Jane tem uma conexão inexplicável com a África, mesmo sendo branca, revirando a vida de uma antepassada, Eleandra, ela descobre que não é a única. Eleandra tinha quase uma paixão platônica pelo primo T., mas vê sua admiração por ele diluir-se em uma visita a um museu, onde se exibe um ser humano. T. aprova o horrendo espetáculo e mostra que a única coisa que o aproxima da pequena mulher negra é a curiosidade, a excentricidade de tê-la ali para  quem desejasse observa-la, sem o mínimo interesse de como e porquê ela foi parar naquela situação. Eleandra estuda a língua da mulher, consegue se comunicar com ela e tempos depois, embarca com a mulher para seu destino na África. 
Ola, o homem com quem Mary Jane casou, é o pai de Fanny. Quem leu A cor púrpura deve lembrar de Celie, Natie e Olivia, a filha de Celie que foi adotada por missionários e foi para a África. Fanny é filha de Olivia, ela é professora de Literatura Feminina e casada com Suwelo. Fanny passa a vida lutando com o ódio que sente pelos brancos, especialmente pelos loiros, ela está em uma jornada para se desvincular de todas as certezas pregadas pela conveniência social, como o casamento, ela precisa mostrar para Suwelo como sua relação será mais livre e verdadeira depois do divórcio.
Suwelo conhece uma mulher que tem experiência de muitas vidas passadas, a Srta. Lissie, uma das coisas mais marcantes que ela fala para Suwelo é a necessidade de que ele abra todas as portas de sua vida, você não consegue ser uma pessoa bem-resolvida e completa se não enfrentar os seus traumas, se não abrir as portas e encará-los. Ele leva um longo tempo para entender isso. Fanny também, ela lembra que tinha uma amiga branca na infância, ela nunca podia passar do quintal da amiga ou entrar na casa, mesmo a casa da amiga sendo paupérrima e a dela bem mais rica. Um dia, ela visita essa amiga que a faz recordar que quando era criança foi agredida por ousar beijar o rosto dela. Na casa de Celie e Shug todos se beijavam e Fanny achava isso normal, ela fechava as portas para não ver o racismo que sofria fora de seu mundo de amor e alegria.
Quando Fanny vai para a África encontrar o pai e a irmã, Suwelo tem um caso com Carlota, só sexo, sem profundidade, sem conhecer a mulher que ela é.
Mas eles continuam ligados. Talvez confirmando o que a srta. Lissie acredita sobre as relações humanas, ela sempre volta em diferentes corpos e passa mais tempo convivendo com as pessoas com quem ainda não tem tudo resolvido e acredita que ela ainda vai reencontrar o marido muitas vezes porque eles ainda não se amaram o suficiente e ele ainda não aceitou todas as formas de vida que ela já manifestou. Lissie consegue mostrar em cada fotografia quem ela era em vidas anteriores.
Fanny se apaixona por espíritos, ela acredita que as pessoas que ela mais conhece e ama são pessoas que não vivem mais em sua dimensão, até que ela se conecta com Arveyda, ele era só um astro que a encantava com suas músicas, tão distante quanto os espíritos, mas ele se torna real.
Quando Suwelo finalmente tenta conhecer Carlota, ele conhece a si próprio, ele abre a porta para as lembranças dos pais mortos em um acidente.


"O homem africano branco nasceu sem melanina, ou apenas com uma quantidade incrivelmente pequena. Nasceu desprotegido do sol. Deve ter se sentido amaldiçoado por Deus. Mais tarde projetou este sentimento sobre nós e tentou fazer com que nós sentíssemos amaldiçoados por sermos pretos; mas preto é uma cor que o sol ama. O homem branco áfrica não podia culpar o sol pela sua condição, não sem parecer ridículo, mas podia conseguir que um dia as pessoas passarem de adora-lo. Podia pôr um novo deus no seu lugar e que fosse mais parecido consigo próprio: frio, desinteressado,dado a violentos acessos de raiva e ataques de ciúme. Precisava criar um novo deus já que aquele que o resto do seu mundo adorava era tão. cruel com ele. Era um deus que o queimava. que sorte teve quando finalmente caiu no Mediterrâneo e esbarrou na Europa."
Fanny


"você deve viver no mundo de hoje como gostaria que todo mundo vivesse no mundo futuro. Essa pode ser a sua contribuição. De outra forma, o mundo que você quer jamais existirá. Por quê ? Porque você está esperando que os outros façam aquilo que você não está fazendo; eles, por sua vez, estão esperando por você, e assim por diante. "
Ola

" Claro que fui, de tempos em tempos, uma mulher branca, ou tão branca quanto metade delas é. Não vou aborrece-lo com histórias dos séculos que gastei sentada, me perguntando por que mulheres de cor deveriam lavar meu chão. Nossos homens as estavam trazendo o tempo todo. Você ia dormir uma noite sem irmão, sem marido, sem pai, e na manhã seguinte era mais do que provável que um deles estivesse de volta. Puxando uma fileira de pessoas com a aparência o mais deplorável possível."
Srta. Lissie


MUITAS FUGIAM AO ME VER


Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia
Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.


- Carolina Maria de Jesus, em "Antologia pessoal". (Organização José Carlos Sebe Bom Meihy). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996


A leitora, c. 1770-1772

Jean-Honoré Fragonard (França, 1732-1806)

Jean-Honoré Fragonard nasceu em Grasse, em 1732.  Apresentou grande talento para o desenho e a pintura desde cedo, assim mesmo tendo muitas limitações econômicas, foi apresentado a François Boucher, o maior pintor da época, que o ajudou a desenvolver o estilo predileto da corte francesa.   Infelizmente com a Revolução Francesa de 1789, Fragonard perdeu toda sua clientela, toda a nobreza que o apoiava.  Juntou todos os seus quadros, saiu de Paris, e voltou para Grasse, sua terra natal, onde foi recebido com carinho.  Aos poucos desenvolveu uma clientela mais modesta, mas patriótica.  Passou para a história conhecido por suas cenas românticas, cenas frívolas e felizes, representantes do gosto da corte no século XVIII na França, também chamado de período Rococó.  Fragonard foi um excelente pintor, preso numa época de grandes reviravoltas políticas. Faleceu em Grasse em 1806.

Fonte 


A arte é como uma paixão, que longe de ter razão, me faz gostar de obras que a minha razão não veria motivos para se identificar. Eu não me julgo e amo mesmo assim.





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Atriz, ativista e Africano americano: Danai Gurira acredita no poder de usar sua voz para amplificar contadores de histórias africanas.
O conjunto de The Walking Dead é um lugar difícil para se destacar no Halloween: o quociente zombie é alta e os maquiadores são duas vezes ganhadores do Emmy, mas ninguém segura uma katana e dreadlocks melhor do que Danai Gurira em seu papel como a heroína de aço , Michonne.
Este ano, porém, a atriz tentou algo diferente. Em uma pausa nas filmagens do show em Atlanta, Gurira e seus colegas de elenco feminino posou em versões improvisadas de jilbabs como aqueles usados ​​pelas estudantes nigerianas sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram. Embora tenha sido o Dia das Bruxas, a única coisa assustadora sobre fotos de Gurira foi o triste aniversário, eles marcavam exatamente 200 dias desde que as meninas foram tiradas de seus dormitórios. Em 2 de novembro, ela twittou fotos com a legenda: "As meninas de TWD para as 219 meninas raptadas de Chibok. Nós não esquecemos. #BBOG. "
Nos meses desde o seqüestro, a hashtag #BringBackOurGirls fez as rondas-de Diddy e Usher para Anne Hathaway e Michelle Obama. No entanto, para Gurira, as fotos que ela postou não eram apenas a chance de jogar vestir-se ou aderir ao movimento de  celebridade. Eles foram atos de solidariedade.
"As pessoas precisam falar a partir do que eles aprenderam e não tentar falar para os outros", ela me diz sobre o chá em meados de novembro, após as filmagens da quinta temporada de The Walking Dead.Uma semana antes da sessão de fotos com suas colegas atrizes, Gurira aprendeu em primeira mão sobre a situação dos estudantes Chibok quando se encontrou com uma das meninas em uma conferência de mulheres privadas realizadas dentro dos escritórios do Google em Washington DC e organizados pelo grupo de lobby anti-pobreza internacional de Bono, ONE . Patrocinado por uma campanha sem fins lucrativos chamada de Educação Após Fundo Escape, as bravas nigerianas em uma peruca vestiu-adolescente, óculos escuros e usando o pseudônimo de "Saa" -SAT diante da multidão e contou sua história pessoal sobre as horas angustiantes após seu seqüestro. Saa falou sobre como ela e uma colega de classe saltaram fora da parte traseira de uma caminhonete, na calada da noite e depois de se esconderem por um dia no meio do mato, elas encontraram um pastor que, eventualmente, as resgatou e devolveu-a a seus pais. Saa agoratem uma nova vida na América como um estudante incógnita de internato.
Obter uma educação não deve ser tão arriscado, mas Gurira, nascido em Iowa, para zimbabweanos pais- eça diz que  entende por que as meninas africanas colocam suas vidas em risco para fazê-lo. Ela também valoriza a importância de proporcionar a jovens meninas modelos fortes, na tela e fora. Os fãs amam sua interpretação cheia de nuances de uma assassina de zumbi com espada  na TV, mas muitos deles não pode saber que, nos bastidores, ela é um tipo diferente de guerreira-ativista e dramaturga que está a dedicar a sua carreira para amplificar as histórias decontemporâneo mulheres africanas.
"Vários anos atrás, quando eu estava à procura de monólogos para um teste, eu não consegui encontrar nada", diz Gurira. "Eu tive que criar peças, porque as mulheres africanas mereciam uma voz e um lugar no palco."
Esta queda, durante a gravação de  The Walking Dead  no local, em Atlanta, o premiado drama de Gurira sobre um fanática católica Sul-Africana,  The Convert,  foi encenada no Teatro Hattiloo em Memphis. É uma das muitas produções aclamadas que ela dirigiu: sua peça AIDS 2006 Off-Broadway,  no continuum  (co-escrito com Nikkole Salter) recebeu um Obie; 2009 é  Eclipsado,  que se seguiu à saga de três escravas sexuais liberianos, jogado em múltiplos estágios, incluindo no Yale Repertory Theatre; e um novo trabalho,  familiar,  que explora as experiências de primeira geração afro-americanos, vai estrear na Universidade de Yale, em janeiro.
Gurira diz que ela se aproxima de seu trabalho com uma mentalidade dual-continente. Ela é uma norte-americana de nascimento, mas uma Africano pela experiência e herança. Sua missão como uma contadora de histórias é "libertar personagens de opressão", explorando como as mulheres lidam com as questões relacionadas à raça, religião e igualdade. E ela abomina pornô pobreza e vitimização. "Quando vemos  menina ou a mulher Africana representado como extremamente unidimensional,isso nos infantiliza porque não estão sendo recebidos em nossa amplitude." Embora ela ganhou dezenas de créditos na tela (incluindo em 2013, o Sundance,  Mãe de George de 2007 do  The Visitor  e da série da HBO  Treme ),  Gurira diz que escrever para o palco permite-lhe mais liberdade para explorar sua própria identidade e as disparidades entre a vida em os EUA e África.
Ela se mudou com seus pais para o Zimbabué, quando ela tinha cinco anos e passou uma década de sua infância sob os primeiros anos de governo de Robert Mugabe. Ela frequentou uma escola multicultural das artes de palco e nadou competitivamente. Em casa, estantes de sua família estavam cheios de escritores americanos James Baldwin, Toni Morrison e Alex Haley, e uma foto emoldurada sua mãe tinha tomado de Martin Luther King Jr. estava na sala de estar. Mas fora daquelas quatro paredes Gurira aprendeu sobre os desafios da vida no continente, inclusive testemunhando o que ela chama de "o ataque" de HIV / AIDS.
"No Zimbabwe, vi pessoas que sofrem, mas quando me mudei de volta para os Estados Unidos, eu só vi as estatísticas. Foi tão horrível para mim que as pessoas africanas estavam sendo reduzidas as estatísticas nas mentes daqueles que eram os mais poderosos para ajudá-los. "
Voltando para os EUA, ela participou de alma mater de Kofi Annan, Macalester College, em Minnesota e mais tarde ganhou o seu MFA em atuar na NYU.
Desde então,Gurira tornou-se ativa na justiça social e causas beneficentes. Ela co-fundou a organização sem fins lucrativos, Almasi Collaborative Arts, que conecta artistas no Zimbabwe e os EUA para treinamento de artes dramáticas e produções. Ela também está usando sua plataforma para espalhar a consciência sobre a fome e as doenças, e apareceu esta semana, juntamente com Ben Affleck, Morgan Freeman, e outros em um vídeo promocional para instar ação na luta contra o Ebola na África Ocidental.
"Eu, principalmente, cresci na África, pareço Africana, tinha um nome Africana, mas também tinha este pequeno sotaque americano fanhosa. Eu estava orgulhoso dele ", diz ela. "Mas ultimamente eu tenho pensado muito sobre o poder de ser uma americana, porque não existe tal poder da mesma forma que os americanos podem cuidar e usar suas vozes para outros, até mesmo outros que nunca conheci."
Nessa mesma conferência em Washington DC, onde ela conheceu Saa, Gurira realizado um trecho do ' Eclipsado' . Sua experiência em escrever a peça veio círculo completo na conferência como presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf falou através de vídeo aos participantes sobre como a força das mulheres está ajudando o país a lidar com os estragos do vírus Ebola. No momento em que fez Gurira pensar sobre o tempo que passou na Libéria em 2008 enquanto pesquisava os papéis das mulheres na sociedade, em residências e ambientes sociais e profissionais.
"É uma coisa complicada para alavancar o poder que você possui quando você tem uma voz que é amplificada", diz ela de  'Eclipsed'  , enquanto refletia sobre a conferência durante a nossa reunião Atlanta. "Então, como você se certificar de que a voz é equilibrada por uma infusão da humanidade daqueles que você está falando para? Eu não acredito que eu posso escrever uma peça sobre qualquer lugar ou quaisquer pessoas sem encontrá-los, então eu tive que ir para lá [para a Libéria]. "
Até o momento Gurira tomou seu lugar no pódio Google para ler a partir da peça, o público estava pronto para a emoção. Um poeta adolescente anteriormente sem-teto chamado Marquesha Babers um segmento palavra falada sobre empoderamento das raparigas e Clemantine Wamariya, uma jovem ruandesa que escapou do genocídio aos seis anos (para se reunir com seus pais mais tarde, em Chicago, em mergulhado Slam  Oprah ), deu um solilóquio sobre como sobreviver a brutalidade da guerra. Em seguida, as palavras de Gurira trouxeram à vida os personagens e rostos de três mulheres mantidas como "esposas" de um comandante rebelde na segunda guerra civil da Libéria. Sua performance de  Eclipsed  recebeu uma ovação de pé, e mais tarde, ela desceu do palco para um abraço grupal choroso com as senhoras das primeiras fileiras de assentos. Foi um ato difícil de seguir.
Agora ela está se aproximando do próximo capítulo de sua carreira como partes iguais atriz, escritora e ativista, e está motivado para mudar a percepção das mulheres africanas. Ela acredita que contar histórias é a chave para a conexão.
"É tão importante capacitar a contadora de histórias Africanas e permitir que ela seja ouvida em uma forma que não é voltado para ser sua vítima perfeita", diz ela. "Cada um de nós tem que perguntar: 'Como é que vamos aproveitar o que temos alcançado para o melhor sobre o que está acontecendo em nossas próprias casas de origem?'"

Desculpem a péssima tradução do Google, mas o mais importante é ler essa informação tão preciosa, Gurira faz um trabalho magnífico como ativista e escritora e eu sinto que isso é totalmente ignorado pelos sites e portais brasileiros sobre The Walking Dead.


Foi um longo sonho ou estado de entorpecimento. Meu departamento havia sido parcialmente esquecido pelo Estado. Digo parcialmente porque o sistema ainda se encarregava de fazer os nossos pagamentos e verificar a nossa frequência ao trabalho. Ele só não se encarregava de nos dar funções. De forma que passávamos o expediente sem ocupações e nos ocupávamos de manter a ordem no local. 
Nos tornamos gordos infelizes e gastávamos o tempo livre analisando a vida um do outro secretamente, ao menos na teoria, porque todos sabíamos o que o outro fazia contra cada um. Não que gordo seja infeliz, gordos devem ser as melhores e mais realizadas pessoas do mundo, mas nós comíamos por ansiedade e por não ter o que fazer e também para evitar falar uns com os outros. 
Cada falta deveria ser meticulosamente registrada, embora não houvesse nenhum membro superior na hierarquia interessado em verificar. Nos tornamos os algozes um do outro, nos odiávamos cada vez mais. A  impressão era que usávamos o tempo livre para treinar e aprimorar formas de agredir um ao outro, formas de mostrar superioridade, maneiras de responder a uma provocação e acima de tudo manter sempre um sorriso irônico no rosto.
Daqueles sonhos que você não consegue lembrar com clareza nem o final.