Os cachos soltos ao vento. A menina solta ao vento, solta na vida, na rua, no mundo. Um dia disseram pra ela que as pessoas sérias pensam no futuro, desde esse dia ela soube que nunca seria, nem queria ser uma pessoa séria. Todos os dias ela anda se esquivando do que pode ser negativo e selecionando os motivos pra comemorar. Brinda as flores que desabrocham, a chuva que cai, o verde que renova, a criança bonita que brinca no parque e os velhinhos que ensinam a viver. Pra ela a vida é um constante abrir de janelas cada qual com uma oportunidade de ser feliz. Seu sorriso é um convite aberto ao mundo. Hoje é dia de comemorar, dia de ser feliz, de fazer amigos, de convidar as pessoas na rua pra cantar. As tristezas ficaram no passado, lá onde não se pode mais voltar. Se lá no fundo tiver uma dorzinha querendo aparecer, deixa pra amanhã, preocupações, deixa pra amanhã, sempre pra amanhã e quando amanhã for hoje deixa pra amanhã de novo. Ela vive o agora enquanto ele existe e acredita que o amanhã é uma surpresa boa de Deus.





Vou pensar em lugares distantes ou em pequenas ruas por onde já passei. Naquela pesquisa chata e insignificante que tenho pra fazer. Vou pensar nos meus problemas, nas minhas contas, na minha vida, parar de fugir de mim, qualquer realidade onde eu faça parte é melhor que uma ilusão que me exclui. Não vou apagar tudo, vou jogar fora mesmo. Aquele sonho insistente em que eu sempre acordo na melhor hora e vejo que é só invenção. 
Vou te escrever e te esquecer num texto estúpido e sem sentido.




Você reclama da chuva
reclama do sol
dance na chuva
aproveite o calor
a chuva tem muito tempo
o sol ainda muito brilhará
Sua vida é tão curta
Curta sua vida.




Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. 


Sorteio de livros na aula de Literatura Norte- Americana.
Sempre a sortuda Andreza é a pessoa do meu grupo que encarregamos de sortear nosso livro / futuro objeto de pesquisa.
Ganhamos A Letra Escarlate, mas não levamos porque outra pessoa chegou na frente. Ficamos um grupo órfão, sem livro para trabalhar, trágico se não fosse cômico, mas contamos com a solidariedade de outra amiga que entrou no grupo e dividiu conosco Lolita e Extremamente Alto e Incrivelmente Perto. Literalmente, pulei de alegria, eu queria A letra escarlate, mas também há muito tempo queria ter tempo de ler Lolita. Ainda tivemos a sorte de encontrar essa adição linda em capa dura por 10 reais na estante virtual 




Meu primeiro contato com Lolita foi com o filme dirigido por Adrian Lyne que assisti há muito tempo e preferi não reassistir pra não mudar de opinião antes de escrever aqui. Naquela época, achei Lolita uma menina diabólica, sensual, cheia de truques pra seduzir um homem mais velho e o pobre Humbert ficou em minha mente quase como uma vítima, levado a fazer as maiores loucuras pra satisfazer sua paixão por essa menina ardilosa.


Sempre ouvi falar de Lolita como a história de uma paixão entre um homem mais velho e sua enteada adolescente.
Não foi o que eu li no romance, só consegui ver uma história horrível de abuso, em que um adulto estraga a vida de uma criança.

Humbert perdeu um amor na adolescência e nunca se recuperou disso, ele parou no tempo, procurando a antiga namorada Annabel em todas as meninas que encontrava. Nunca desejou realmente uma mulher adulta. Ele conta suas histórias de sanatório e debocha de como enganava os psicólogos, pois claramente sabia que tinha um problema, mas não queria ajuda, preferia satisfazer-se admirando as meninas pelas praças e parques.
Encontra Dolores Haze quando ela tem doze anos e ela é exatamente o que ele considera uma ninfeta.

O doente casa-se com a mãe pra ficar perto da filha. Apenas nos primeiros momentos Lolita parece interessar-se por ele. A mãe dela morre unicamente por culpa de Humbert, horrorizada com tudo que descobre lendo seu diário. Apesar de não ser a mãe mais amorosa do mundo, ela certamente daria à filha um destino melhor do que com Humbert. Durante todo os tempo em que estão juntos fica claro que a menina não é feliz e só espera uma oportunidade para fugir.
No hotel, ficamos em quartos separados, mas no meio da noite ela entrou soluçando no meu, e fizemos a coisa muito suavemente. Vocês compreendem, ela não tinha mesmo pra onde ir.
Enquanto eu estiver agarrado às grades da prisão, você, uma infeliz criança abandonada, poderá escolher entre várias moradias, todas mais ou menos iguais: a escola correcional, o reformatório, a casa de detenção juvenil ou num desses admiráveis asilos para moças (...)
Alguns podem argumentar que Lolita não era tão inocente, nem era virgem, mas há muita diferença entre relacionar-se por vontade e ser abusada por um homem que finge protegê-la.

(...) Ela havia penetrado em meu mundo, na negra e umbrátil Humberlândia, com uma curiosidade impetuosa; examinara-o com um erguer de ombros de jovial desagrado; e agora parecia pronta a escapar dele com algo semelhante à mais pura repugnância. Jamais vibrou sob minhas carícias, e um estridente: "Opa, que que você está fazendo?" era tudo o que eu merecia em troca de meus esforços.
Em todos os momentos, o cínico narrador confessa que sua vítima não era feliz.
(...) e os soluços de Lô no meio da noite – de todas as noites, de cada noite – tão logo eu fingia que estava dormindo.
Lolita é impedida de ter uma vida normal, por causa dos ciúmes de Humbert que a todo momento imagina-a insinuando-se para todos os homens a sua volta.
Verdade que ela era consumista e sempre dava um jeito de arrancar-lhe presentes e dinheiro, nas ocasiões em que ele pedia favores os quais não poderia obter por força, mas essa era também uma forma de juntar meios de fugir.
Mesmo o fato de Dolores se interessar por outro homem mais velho não diminui minha repugnância por Humbert, o outro ela amava, ele não. É simples, mesmo que uma mulher ou menina não seja virgem e interesse-se por homens, isso não dá o direito de outro homem sequestra-la e abusar dela frequentemente.
Humbet nada mais é que um monstro.
(...) por volta de 1950 teria de livrar-me sabe-se lá como de uma adolescente difícil, cuja mágica ninfescência se teria evaporado, ao pensamento de que, como sorte e paciência, eu poderia fazer com que ela eventualmente gerasse uma ninfeta que teria meu sangue correndo em suas delicadas veias, a Lolita II, que teria uns oito ou nove anos em 1960, quando eu estaria ainda dans la force de l’âge; na verdade, a faculdade telescopia de minha mente, ou de minha demência, era ao forte que me permitia divisar, no horizonte do tempo, um vieillard encore vert – ou seria o verde da putrefação? -, o excêntrico, carinhoso e salivante dr. Humbert, praticando com a soberbamente adorável Lolita III a arte de ser avô.
Ele me lembra esses seres horrorosos que de vez em quando saem nos jornais, descobertos depois de aprisionar e abusar das filhas por longos anos chegando a ter fihas-netas e repetindo os abusos.
Só depois de tudo acabado, Humbert tem alguma consciência do que realmente aconteceu entre ele e Lolita, do quanto ignorou os sentimentos dela pra aliviar sua consciência, alguns leitores podem jurar que ele a amava, pois a quis mesmo não sendo mais uma ninfeta, mesmo estando grávida de outro, mas pra mim, era apenas uma obsessão doentia, ele nem a conhecia direito pra amá-la, ele se importava apenas com seus próprios desejos.

Achei mais uma história de horror do que de amor, e mesmo com tudo isso, é impossível não se deslumbrar com Lolita, não se admirar com a originalidade, a grandiosidade dessa obra.



Lolita - Vladimir Nabokov 




Cair de para-quedas no meio do mundo, no meio da vida das pessoas, ter o poder de fazer alguma coisa. Ter mil braços, envolventes, ser envolvente. Sentir dói muito, importar-se machuca, enlouquece. Mas apesar de toda a impotência, não desejo não ver, não desejo passar pelos outros e não sentir em seus olhos as suas dores, as suas lutas, os seus sonhos perdidos revestidos de desesperança, chocados com a realidade. A dor intensa é preferível a alienação, a felicidades fúteis e cegas. Sonho com um mundo igual para os diferentes, lamento tantas vidas perdidas antes de o ser humano atingir essa evolução, mas acredito que em um futuro esse mundo existirá. Hoje uma florzinha verde nasceu em mim.




Novidades sobre o filme baseado no livro A menina que roubava livros.


Confira o trailler do filme A menina que roubava livros





O filme baseado em A menina que roubava livros será lançado em 31 de Janeiro de 2014 aqui no Brasil!

Sophie Nélisse é Liesel Meninger. Acredito que não sou a única que imaginava Liesel um pouco diferente, mas ao que tudo indica, a história foi bem adaptada e será quase ou tão emocionante quanto o romance.









Geoffrey Rush e Emily Watson viverão seus pais adotivos.A direção do filme é de Brian Percival.

















Primeiro pôster de A menina que roubava livros - filme








Segundo pôster do filme A menina que roubava livros.



Alice Munro - Prêmio Nobel de Literatura


A vencedora do prêmio Nobel de Literatura 2013, Alice Munro,  é umas das escritoras de contos mais importantes da atualidade, ela tem 82 anos e é canadense.


ela foi saudada pela Academia Sueca como "mestre do conto contemporâneo". "Suas histórias se desenvolvem geralmente em cidades pequenas, onde a luta por uma existência decente gera muitas vezes relações tensas e conflitos morais, ancorados nas diferenças geracionais ou de projetos de vida contraditórios", destacou a Academia Sueca. (Folha)

Eu preciso confessar que não conhecia a obra de Alice (desculpem-me a intimidade, mas amo esse nome) e só cheguei a interessar-me  por ela hoje, quando li sobre a temática de seus textos, a vida e os conflitos no interior.

Os livros de Alice Munro que já foram lançados no Brasil são:

  "Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento" (2004), pela Editora Globo,
 "A Fugitiva" (2006), "Felicidade Demais" (2010) e "O Amor de uma Boa Mulher" (2013) pela Companhia das Letras.

A Veja disponibilizou um conto de Alice Munro para ler / baixar grátis em pdf.

http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/files/2013/10/o-amor-de-uma-boa-mulher-trecho.pdf

Eu adorei o conto, de certa forma, lembra minha infância e transmite uma sensação de liberdade, de desejo de transgressão.

Leia outro conto de Alice Munro disponibilizado pela Companhia das Letras

http://www.blogdacompanhia.com.br/wp-content/uploads/2013/10/Alice-Munro-As-criancas-ficam-Companhia-das-Letras.pdf


    Graças a meu curso e minha curiosidade, tive a oportunidade de conhecer a obra de ótimos escritores contemporâneos, pode parecer meio contraditório escrever isso, depois do último post de opinião, mas foi ele mesmo que levou-me a escavar em minha memória todos os melhores livros contemporâneos que li ultimamente, para salvar-me da sensação de que está tudo perdido, e feliz, percebi que não está, temos incríveis talentos, uns muito reconhecidos, outros que o grande público de leitores ainda precisa conhecer, então, fazendo minha parte, vou apresentar alguns nomes e espero que outras pessoas façam o mesmo, apresentem-me seus autores favoritos!

    Muitas pessoas que escrevem blogs também postam seus textos e procuram dicas para escrever melhor, como todo mundo sempre fala, para escrever bem, você precisa ler bem, ler os melhores.
É uma dica excelente para novos autores e pessoas que sonham escrever um livro, começar estudando literatura, veja que a maioria dos escritores é ou foi professor de Literatura, ler os clássicos, procurar os bons em sua época, saber como estão escrevendo, sobre o quê estão escrevendo e a partir daí, sim, pensar em escrever e descobrir seu estilo.

Ronaldo Correia de Brito (Saboeiro, Ceará) é um escritor, médico e dramaturgo brasileiro. Radicado em Recife, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, 1975. Foi escritor residente da Universidade de Berkeley, Califórnia, participou de diversos eventos internacionais, como a Feira do Livro de Bogotá e o Salon du Livre de Paris. Recebeu homenagens por sua obra, como a da VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.
Sua carreia artística envolve as mais diferentes linguagens, como literatura, teatro e música. São de sua autoria O baile do menino deus (teatro), Lua Cambará (disco em parceria com Antúlio Madureira, ), Faca (livro de contos), Galiléia (romance ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura) e o mais recente Estive lá fora (romance). Em 2013 será um dos autores brasileiros convidados a participar da Feira do Livro de Frankfurt e da Jornada Literária de Pequim.

Obras
  • Três histórias na noite - contos, 1989.
  • Arlequim – teatro – CEPE – 1990.
  • Baile do Menino Deus – prosa infantil – Editora Bagaço – 1996.
  • As noites e os dias – contos – Editora Bagaço – 1997.
  • Bandeira de São João – prosa infantil – Editora Bagaço – 1998.
  • Arlequim – prosa infantil– Editora Bagaço – 1999.
  • Faca – contos – Editora Cosac Naify – 2003.
  • O Reino Desejado – teatro – Revista de La Associación de Directores de Escena de España – Madri, 2003.
  • Baile do Menino Deus – teatro – Editora Objetiva – 2004.
  • Livro dos homens – contos – Editora Cosac Naify – 2005.
  • O Pavão Misterioso – prosa infantil – Editora Cosac&Naify – 2005.
  • Bandeira de São João – teatro – Editora Objetiva – 2005.
  • Arlequim – teatro – Editora Objetiva – 2005.
  • Galiléia – romance – Editora Alfaguara – 2008.
  • Retratos Imorais – contos – Editora Alfaguara – 2010.
  • Baile do Menino Deus – teatro – Editora Objetiva – 2011.
  • Crônicas para ler na escola – crônicas – Editora Objetiva – 2011.
  • Arlequim de Carnaval – teatro – Editora Alfaguara – 2011.
  • Bandeira de São João – teatro – Editora Alfaguara – 2011.
  • Estive lá fora – romance – Editora Alfaguara – 2012
  • Le jour où Otacílio Mendes vit le soleil - Chandeigne - 2013 (em francês)





Teolinda Gersão nasceu em Coimbra  é uma escritora e professora universitária.
Estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Universidade de Coimbra, Universidade de Tuebingen e na Universidade de Berlim, foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada até 1995. A partir dessa data passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.
Além da permanência de três anos na Alemanha viveu dois anos em São Paulo (reflexos dessa estada surgem em alguns textos de Os Guarda-Chuvas Cintilantes,1984), e conheceu Moçambique, cuja capital, então Lourenço Marques,é o lugar onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.
Escritora residente na Universidade de Berkeley em Fevereiro e Março de 2004, esteve presente na Feira do Livro de Frankfurt em 1997 e 1999 e, entre outros prémios literários, recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu romance A Casa da Cabeça de Cavalo (1995), os Prémios de Ficção do Pen Clube pelos livros O Silêncio (1981) e O Cavalo de Sol (1989)e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco por Histórias de Ver e Andar (2002).

Obras publicadas
  • Silêncio
  • Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo (1982)
  • História do Homem na Gaiola e do Pássaro Encarnado
  • Os Guarda-Chuvas Cintilantes
  • O Cavalo de Sol (1984)
  • A Casa da Cabeça de Cavalo
  • A Árvore das Palavras
  • Os Teclados
  • Os Anjos (livro)|Os Anjos
  • Histórias de Ver e Andar
  • O Mensageiro e Outras Histórias com Anjos
  • A Cidade de Ulisses


Aqui tem um resumo de a Árvore das Palavras


Luzilá Gonçalves Ferreira (Garanhuns ) é uma escritora e foi professora brasileira e natural de Pernambuco.
Foi professora na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Feminista, foi também pesquisadora nas áreas de Literatura Escrita por Mulheres em Pernambuco e Imprensa Feminina em Pernambuco. Seus romances mesclam uma proposta panfletário-denunciadora a uma tentativa de conferir certa densidade psicológica às personagens.

Obras
  • Muito Além do Corpo (1988)
  • A Anti-Poesia de Alberto Caeiro (1990)
  • Os Rios Turvos (1993)
  • A Garça Malferida (1995)
  • Em Busca de Thargélia (1996)
  • Humana, Demasiado Humana (2000)
  • Voltar a Palermo (2002)
  • No Tempo Frágil das Horas (2004)

Gilvan Lemos


Gilvan de Souza Lemos (São Bento do Una/Pernambuco, 1 de julho de 1928), escritor.


Obras

Romances

Noturno sem música (editora Nordeste, 1956).
Jutaí Menino (Edições O Cruzeiro, 1968).
Emissários do diabo (editora Civilização Brasileira, 1968).
Os olhos da treva (editora Civilização Brasileira, 1975).
O anjo do quarto dia (editora Globo, 1976).
Os pardais estão voltando (editora Guararapes, 1983).
Espaço terrestre (editora Civilização Brasileira, 1993).
Cecília entre os leões (editora Bagaço, 1994).
A lenda dos cem (editora Civilização Brasileira, 1995).
Morcego cego (editora Record, 1998).

Contos e Novelas

O defunto aventureiro (editora Universitária, 1974).
A noite dos abraçados (editora Globo, 1975).
Os que se foram lutando (editora Artenova, 1976).
Morte ao invasor (editora Francisco Alves, 1984).
A inocente farsa da vingança (editora Estação Liberdade, 1991).
Neblinas e serenos (editora Bagaço, 1994).
Na rua Padre Silva (editora Nossa Livraria,2007)

Fonte: Wikipédia


Crônica nova


Ela é dura como essas pedras no caminho que as pessoas pisam todos os dias e mesmo cansadas, feridas, despedaçadas, continuam firme no lugar. Algum escritor poderia escrever sobre ela, mas sua vida nunca teve uma poesia obvia, como a que procuram. Ela nem chegou a conhecer poesia, saiu da escola para trabalhar aos dez anos. O sonho dela é sobreviver. Não sabe o que é saneamento, não indaga aonde vão parar os impostos que paga. Não conheceu o pai, perdeu um filho por não poder pagar o médico ou ter um atendimento a tempo de salvá-lo, mas consolá-se com a ideia de que os anjos lhe pouparam os sofrimentos da terra, ela duvida de tudo, mas quer acreditar em Deus, pois sua fé é tudo que resta. Dorme exausta e sonha em acordar todos os dias com força para a luta. Sonha sem saber que sonha porque, em sua vida, só conhece o cru concreto, não há espaço para o abstrato. O sentimento que conhece é a perda, é a dor, a saudade e o amor, causador de todos os outros. Dentro dela tem amor, sim, desses que não se escreve, desses raros, incalculado, que não se declara e nem sabe que se chama amor.



(Mensagem de motivação)

Quando disserem que você não é capaz, ouse tentar,
quando te tratarem como um qualquer, destaque-se,
quando ninguém mais acreditar em você, acredite, lute, vença e prove que todos estavam errados,
nós temos um potencial enorme, todo mundo tem, não deixe que te façam perder a fé em si mesmo.




Crônica


No finalzinho do último capítulo, ela percebe que não faz parte da história, nem como uma amiga qualquer dos coadjuvantes. No máximo uma figurante sem nome, daquelas que aparece em uma sala cheia de gente. Puramente mais uma na multidão. Não é a típica mocinha, nem linda,nem loirinha,nem doce e radiante, ela não chama a atenção por onde passa, mas aprendeu que nos dias atuais os personagens contam sua própria história e alguém pode muito bem invadir a cena e assassinar o ideal de perfeição. Se sua imagem não permite ser a protagonista talvez seja melhor se aceitar como vilã e roubar essa história antes que chegue ao fim. Levantar no meio da multidão e falar, prazer, eu existo.





Email recebido e compartilhado, tentei programar-me pra ir a Bienal, mas provavelmente não será possível, quem for, curta por mim. É lamentável que não haja mais incentivo a esse evento, mas certamente será maravilhoso, invejas brancas de quem pode estar lá.

A Cia de Eventos é uma produtora cultural com 30 anos de bons serviços prestados à Cultura de Pernambuco e do Brasil. A Bienal Internacional do Livro, realizada pela Cia de Eventos desde 2001, é um evento que se propõe não apenas a impulsionar o mercado de livros, mas também a realizar atividades importantes de formação de novos leitores, proporcionando uma extensa grade de programação com dezenas de lançamentos de livros, cursos e oficinas, palestras e debates, intervenções artísticas.

Sobre os ingressos para a IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, a Cia de Eventos vem a público informar:
1- Que apesar da ausência do apoio histórico do Governo do Estado de Pernambuco e da Secretaria de Educação do Estado, em particular, à IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, retirando a realização de Caravanas Estudantis e de Professores de municípios do interior para a visitação ao evento e a realização da política pública de incentivo à participação dos seus Profissionais de Educação através de concessão de bônus-livro;
2 - Que apesar da ausência do apoio histórico da Prefeitura da Cidade do Recife, através da aquisição de cotas de patrocínios em apoio a realização do evento;
3 - Que apesar de todas as dificuldades impostas ao evento nesta edição:
Compreendemos que se faz necessário beneficiar e prestigiar todos aqueles que, com esforço pessoal, virão de várias regiões do Estado por sua conta e por seu próprio interesse de participar em um evento da dimensão cultural da Bienal do Livro, reconhecendo a oportunidade de intercâmbio cultural única pela magnitude dos nomes referenciais - nacionais e internacionais- que aqui estarão neste período.
E, nos unindo a esse esforço coletivo de resistência para que a Cultura e a Educação possam continuar sempre sinônimos de crescimento, de auto-conhecimento e de libertação. A Cia de Eventos incentivará, por seus próprios meios, o acesso de todos aqueles que buscam o conhecimento, a inspiração, a magia e o conhecimento que só o livro, a leitura e a literatura provê.
A edição da IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco terá acesso livre e gratuito.
Nessa oportunidade, solicitamos aos visitantes da Bienal que, se possível, colaborem com a campanha solidária promovida pela Cruz Vermelha Brasileira - filial PB, com a doação de 1kg de alimento não perecível para  entidades beneficentes do Estado. Haverá um posto de coleta no local.

Atenciosamente,
Cia de Eventos