Prendeu o cabelo na nuca para conseguir se equilibrar no meio fio. Sentia-se tão leve que qualquer ventinho poderia leva-la. Amava mudanças e surpresas. Pela manhã acordou uma menina comum, à noite do mesmo dia era a mulher mais feliz do mundo. A felicidade correndo pelas veias impregnada em cada gota de sangue.Precisava liberar a adrenalina, cantar, dançar, sorrir para as pessoas na rua, dar boa noite aos cães e gatos vadios.Contar ao vento que a sensação de vazio passara  que estava completa, repleta de vida, de ilusões de um futuro feliz. A franja dos castanhos cabelos de Maíra caíam pelos olhos, pela boca.A lembrança do encontro passando em sua frente como um filme. Eles se despediam com um simples abraço e promessas de reconciliação suspensas no ar. Quando os dois lados estão a um passo de ceder mas adiam mais uma vez,só para prolongar o prazer da espera, para sonhar com novas provas de amor. Podia gritar o nome dele e acordar a cidade inteira "Teo". Estranhos olhavam-na, cantando e cambaleando no meio fio. Que importa? Amar é estar livre para dançar na calçada às onze da noite. A lua e as estrelas concordam. E quando o sol chegar todas as promessas de felicidade serão cumpridas.


por Daniele Silva


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