Autor: Oscar Wilde
Editora: Martin Claret
Páginas: 212

Na Inglaterra do século XX Dorian era um ingênuo e encantador rapaz que fascinava a todos com sua beleza. Seu amigo Basil Hallward nutria por ele uma possível paixão platônica. Após retratar Dorian num quadro que considerou sua grande obra, Basil teve de confessar que jamais exporia o quadro, pois este revelava muito de si – pra bom entendedor, ele achava que a obra revelaria toda sua adoração pelo amigo. Outro amigo de Basil, Henry Wotton, conheceu Dorian na ocasião em que este estava posando para um quadro, e também se deslumbrou com a beleza do jovem. Henry prega a todos o desprezo pela moral e a valorização suprema do prazer. Convencido pela opinião de Henry de que a beleza e a juventude são tudo, Dorian olha para seu retrato lamentando que este se mantenha sempre jovem enquanto ele vai envelhecer e deseja que se dê o contrário, que o retrato guarde as marcas do tempo e ele permaneça sempre com a aparência de um jovem. Mal imaginava que seu pedido seria realizado.
Influenciado por Henry, Dorian começa a viver uma vida desregrada, tudo inicia quando ele termina bruscamente um romance com uma jovem atriz, Sibyl Vane, por um capricho por vê-la interpretar mal, a moça comete suicídio e Henry o convence de que ele não tem culpa e não deve perder tempo chorando. É depois do caso de Sibyl que ele percebe que o retrato se altera como se revelasse sua alma, mas no seu próprio rosto não se nota nenhuma mudança. A partir daí ele estará sempre se desculpando de muitas crueldades que vem a cometer. O retrato será sempre escondido em um cômodo de sua casa.
Sabem aquele clichê? Bons livros e má companhia, Henry envenena- o com um livro. Ele é um personagem fascinante, o tipo de companhia que gera curiosidade pelo que há de obscuro, prazeroso e imoral (para a época), é impossível não desenvolver uma admiração pelo seu estilo de vida. E Dorian se torna igual ou pior, sua companhia leva amigos e amantes da ignonímia a suicídios. No entanto ao ver seu belo rosto angelical, poucos acreditam que ele é capaz de fazer tudo que lhe acusam.
 Finalmente Dorian demonstra uma vontade de se redimir, desiste de desonrar uma moça simples, mas pelas próprias palavras de Henry, ele fica em dúvida. Realmente quer ser bom ou apenas tem sede de novidade, de continuar alimentando seu ego?
Sem dúvida o romance de Oscar Wilde não poderia estar mais atual, a perdição de Dorian começa com um conselho que é muito comum ouvirmos hoje, que pode ser traduzido por: não sofra, vire a página, não vale à pena, o importante é estar feliz, encontrar o prazer, então suponho que vivemos uma época mais hedonista que aquela. Ah, a noção do que é moral ou imoral mudou muito de lá pra cá, mas quando se atinge o outro, quando se faz o outro sofrer sempre se está sendo imoral. Fora isso, como diria Henry, cada um tem nua natureza, a questão da influência é um detalhe e claro que é necessário nos libertarmos de toda a convenção, de tudo que nos impede de sermos nós. Uma leitura para refletir sobre nossos egoísmos, a moral, as aparências, enfim, para refletir muito.

Trecho
"Compreender perfeitamente a nossa natureza - é
para isso que estamos cá neste mundo. Hoje as pessoas temem-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo. É certo que não deixam de ser caritativos. Dão de comer aos que têm fome e vestem os pobres. Mas as suas almas andam famintas e nuas. A coragem desapareceu da nossa raça. Ou talvez nunca a tivéssemos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, o temor de Deus, que é o segredo da religião - eis as duas coisas que nos governam " 


O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde






2 Comentários

  1. As obras de Oscar Wilde são interessantes e bem atuais, apesar das obras dele serem lançados no século retrasado e passado.Bom...Sobre o Dorian o protagonista do livro eu posso falar que também estou nessa fase de vida que tem foco principal de aproveitar e degustar a vida e não sofrer por amor ou algo particular sentimental.Eu digo como um menino jovem que está em busca de aventuras, eu gosto de viver este estilo hedonista de vida,pois eu gosto degustar e viver a vida como se fosse algo único e raro(Quando eu tenho tempo de sair). Nos finais de semana e feriados ou quando saio para satisfazer o prazer nas orgias com meninas, eu gosto de aproveitar o prazer mas, sempre mantenho um respeito,pois eu ainda sou um cavalheiro.Eu também tenho um equilíbrio de não corromper a minha personalidade e as minhas objetividades por causa desse estilo de vida que pode conseqüentemente trazer más frutos pra mim, por exemplo a vagabundice de não ter perspectiva de vida,pois este estilo de vida exagerado pode trazer estes más frutos e por causa disso eu sou muito aristotélico, eu sempre quero manter equilíbrio, um dia eu ovu aproveitar a vida no estilo Dorian e no outro eu vou descansar, trabalhar e ter um convívio familiar para não me viciar e obter uma versatilidade de abrir o meu sorriso da felicidade.

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  2. Ai que top, quero muito ler este livro *-*
    obg por sua visitinha
    volta lá? beijos http://deolhonafashionista.blogspot.com.br

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