Solidão não é um estado físico, é mais uma sensação, um estado de alma. Cem anos de solidão foi uma experiência diferente de tudo que já li. Pra começar porque é realismo fantástico, até aqui só li um conto desse estilo, que foi A moça tecelã de Marina Colasanti (Que eu só li porque fazia parte de uma aula) .

O romance de Gabriel García Márquez foi lançado em 1967(mas eu só li esse ano, haha). O autor logo alcançou muito sucesso e quinze anos depois levou o Prêmio Nobel de Literatura.

O livro narra a história de um povoado chamado Macondo e da família de José Arcádio Buendía e Úrsula Iguarán. Os dois primos se casam atormentados com a possibilidade de seus descendentes nascerem com rabos de porco. Eles lideram a fundação de Macondo, onde vão viver juntamente com outras famílias que os acompanham. O casal tem três filhos: José Arcádio, Aureliano Buendía e Amaranta Buendía. Posteriormente há a chegada de Rebeca. Um grande marco é a chegada dos ciganos que sempre visitam a cidade com grandes novidades. Entre os ciganos está Melquíades, um sábio que morre e ressucita diversas vezes no decorrer da história, ele exerce importante influencia sobre José Arcádio Buendía.

Cem anos de solidão trata de várias gerações dessa família, os descendentes herdam dos parentes os nomes e muitas características, criando histórias inusitadas, pessoas que passam fácil dos 100 anos, homens que arrastam borboletas por onde passam,uma epidemia de insônia,gerra civil,chuvas ininterruptas por mais de 4 anos...isso é só o começo de tudo que há de fantástico no livro.

Todo o crescimento do povoado vai embora com a chuva. O último descendente dos Buendia, filho de Aureliano com a tia Amaranta Úrsula, acaba sendo comido pelas formigas que estavam invadindo a casa, depois que a mãe morre em decorrência do parto e ao mesmo tempo em que o pai decifra nos pergaminhos de Melquíades o destino dos Buendía e cumpre também o que estava escrito. É o fim de Macondo e dos Buendía.

A história é linda,os personagens,apesar de numerosos, são complexos e é impossível não se apaixonar pela determinação dessa família, em que todos os integrantes tem uma tendência para a solidão.


P.S:Tenho uma amiga que é louca por esse livro e conversar com ela me ajudou a entender a história.E vou roubar as palavras dela sobre a Amaranta:

AmarantaTerceira filha de José Arcádio Buendía e Úrsula. Se apaixona por Pietro Crespi, assim como sua irmã de criação, Rebeca. Essa arruma seu casamento, enquanto Amaranta tenta interrompê-lo. Rebeca desmancha o noivado e se casa com seu irmão de criação José Arcadio. Pietro Crespi se apaixona por Amaranta, que mesmo apaixonada, não o dá esperanças. Tem uma relação amorosa com Aureliano José, seu sobrinho (filho do Coronel Aureliano com Pilar Ternera). Ao fim, mantém uma amizade com o Coronel Gerineldo Márquez, mas o esnoba. Morre virgem e com uma atadura na mão que carrega por boa parte da vida, fruto de uma queimadura em penitência que ela faz consigo mesma após o suicídio de Pietro Crespi.
É da Amaranta a melhor metáfora que eu já vi em toda a minha vida! Quando ela queima as mãos, o autor diz que doía, mas o que mais doía mesmo era o "bichado goiabal de amor que ela vinha arrastando pela vida" E quem já viu uma goiaba sabe que ela pode estar perfeita por fora e toda bichada por dentro.

 (Ariane)

P.S.2: Árvore genealógica da família Buendía






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