‎"Podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano

eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano.

(Paulo Leminski)


''Ganhei'' esse poema da minha querida Ariane, que adivinhou que eu amo Leminski e olha que eu nem sou louca por poemas, mas não tem como não ser louca por Leminski! E sim,é a minha cara, eu prefiro o cinema americano, o europeu, o brasileiro....eu prefiro tudo que não seja a realidade. Sei que é preciso viver, mas que sonhar é mais bonito... ah,isso é!



Antunes, Irandé.Lutar com Palavras:coesão e coerência.São Paulo:Parábola  Editorial, 2005.

               
Em Lutar com Palavras: coesão e coerência, Parábola Editorial, 2005, São Paulo, Irandé Antunes divide com o leitor o conhecimento adquirido graças à experiência na área da lingüística e trás preciosas considerações sobre coesão, coerência, estudo e ensino do texto. A autora escreveu o primeiro livro dedicado exclusivamente à coesão no Brasil, Aspectos da coesão do texto (1996) e ainda Aula de Português – encontro e interação, Muito além da gramática – por um ensino de línguas no caminho e também Língua, texto e ensino – outra escola possível.
Irandé Antunes aborda, em Lutar com Palavras, maneiras eficientes de trabalhar com textos em sala de aula, pois segundo a autora os professores ainda confundem estudar texto com retirar fragmentos do texto ou simplesmente usá-lo como pretexto para exercícios de classificação gramatical.
Nessa obra a autora mostra com uma linguagem simples o que deve realmente ser estudado no texto. Além de elucidar vários aspectos referentes à coesão e coerência ela ressalta a importância da escrita de textos para desenvolver essa competência, pois só se aprende tentando e tendo uma intenção ao tentar, os alunos nunca vão desenvolver a capacidade de produzir textos se continuarem escrevendo sem um propósito prévio, escrevendo para nada e para ninguém.
Para Irandé é impossível dissociar os estudos de texto e gramática, pois não existe texto sem gramática, nem estudo da gramática fora do texto, o professor deve saber ensinar a gramática sem prejudicar o lado pragmático.
Trata-se de uma leitura agradável e útil não apenas para professores ou estudiosos da área de Letras, mas para todos que usam a língua. De propósito Irandé se utilizou de uma linguagem não cientifica, para se fazer ser entendida inclusive por leigos na área. O interesse pelo estudo do texto não deve ficar restrito a sala de aula, se a linguagem está presente em nosso cotidiano é imprescindível conhecer as técnicas para aprimorar essa competência e produzir textos orais e escritos cada vez melhores.
Para o professor pode ser uma guia de como trabalhar com textos e fazer os alunos gostarem das aulas, pois é praticamente impossível não se interessar por uma boa história, não se encantar com um poema e não querer também escrever suas próprias experiências.