A noite estava escura e assustadora. Ainda por cima a tempestade, tudo deserto. Que idéia da mulher fazê-lo sair a comprar uma chupeta a essa hora da noite. O filho recém-nascido não parava de chorar, ele teve que sair. Ao menos teve sorte de encontrar uma farmácia aberta. Segurava com força o guarda-chuva para resistir à chuva de vento, quando sentiu que estava sendo seguido. Ouviu passos lentos atrás de si. Um arrepio lhe subiu pelo corpo. Será que estava mesmo sendo seguido?Passou uma mão pelo bolso, estava armado, podia se defender, um pai de família tinha de andar prevenido, nunca se sabe quem vai encontrar pelo caminho. Andava mais rápido e ainda assim, o estranho continuava a lhe seguir, a rua deserta, os pingos de chuva se tornavam mais grossos. Quem seria esse estranho?Um facínora, assassino, assassino, assaltante?E se estivesse lhe seguindo até chegar em casa?A mulher e o filho em casa... Apesar da chuva forte, começou a soar. Não podia pedir ajuda ninguém por perto, um assassino lhe seguindo.
             Tomou uma resolução. Parou em frente a uma das lojas fechadas, como para se proteger da chuva. De frente para o estranho percebeu que ele fumava tranquilamente, um assassino frio, a mão no bolso, o estranho continuava se aproximando, ele não pode fazer mais nada, o homem vem em sua direção, aterrorizado de medo, ele saca da arma e atira a queima roupa. E agora?Matou um homem!Tinha que se defender. Ninguém viu. Sua mulher e filho esperavam em casa, passou em frente ao corpo, estava mesmo morto!Retornou seu caminho aliviado. Lá na rua estendido ficou o corpo da vítima, seu sangue se misturando com a água da chuva.